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dezembro 14, 2006
levem a taça
Não sei quem é Luis Rainha. Talvez alguém que queira ser Rei. Na sua cruzada sobre os piores blogues de 2006, o Ligações perigosas, nos comentários, foi citado em relação a outro blogue: Escrita Ibérica, que pelos vistos esteve quase para ganhar a faixa do blogue mais ressabiado. Fiquei a pensar no assunto e a conclusão a que cheguei levou-me a admitir que o Escrita Ibérica é a Dama de Honor do Ligações Perigosas. Quase falhei a coroa, caro Fernando Venâncio. Mas vamos ao que interessa, antes que o prémio perca a importância que merece: o Ligações Perigosas é um espaço de denúncia e não de invejas, ajustes de contas ou ataques pessoais. Ao contrário do que o Luís Rainha pratica no aspirina (não serão os arrotos que ele aí posta a substância que enriquece o termo “ressabiado”?), o autor do Ligações perigosas não avalia pessoas em consequência de inimizades nem vinganças, mas somente com base nas suas pretensas criações literárias expostas ao público. O que me move nesta tarefa é divulgar, invariavelmente pela negativa, os reis do disparate, a mediocridade vaidosa e todos aqueles que dão cobertura a tão colorido desfile de figurantes da literatura. Não reclamo para mim nenhuma visibilidade, faço as minhas leituras, emprego uma parte do meu tempo ao estudo do que desejo compreender, apesar de saber que a verdade é um valor que só será confirmado tarde demais. Para finalizar, e porque estamos numa época de balanços (e de prémios), declaro o Aspirina o blogue que reúne todas as características dos blogues que cita. Vou tentar personificar:
Luís rainha – Tema favorito: engolir o seu próprio vómito.
Afixe – Trocou o circo pelos blogues. Só os macacos lhe batem palmas.
José Mário Silva – Tem a inteligência dos oportunistas. É perito no esforço moral de não revelar as suas invejas. Gabo-lhe o disfarce, mas condeno-lhe a hipocrisia. Se primasse pela verdade, facilmente disputaria o pódio com o Peixoto e o Mexia, embora este revele um estilo de sopeira. Pratica a sinceridade quando os créditos das promessas engrossam para seu proveito. Em solidão, a sua precária identidade exige-lhe resultados que ninguém reconhece. Bebe chás de conformismo e desespera por uma droga a favor da esperança e do sucesso.
Valupi – Não conheço. Ignoro se é gente ou uma nódoa no pensamento. Dá-se ares de sério. Quando escreve; quando opina, faz-me lembrar alguém que esconde o lixo das suas ideias debaixo do tapete. É virtualmente conhecido como medicamento. Supositório: pensa com o cu. Tem um mínimo de testa, o que o salva quando liga o computador aos neurónios e aguarda as definições da próstata onde está alojado o seu pensamento.
Fernando Venâncio – Escreve com acerto. Se não fosse alentejano, seria sem dúvida o maior crítico literário português. Sofre da síndroma da lentidão. A Holanda é uma vitrina embaciada no seu destino: ofusca-lhe o carácter e esboça-lhe um ar de português magoado. o seu pior defeito é ceder perante o elogio dos que o procuram para se servirem dos seus serviços como crítico. É uma espécie de carroça que se atrela com relativa facilidade aos burros do costume. Fora isso, já mostrou habilidades no Aspirina. Medicamento ou enfermeiro, provou ter capacidades para agente de emergências. Não é um genérico. E já se justificava, por mérito natural, ter farmácia própria.
Assim ficam as coisas. Aspirina contra Aspirina. O Aspirina nos dois pratos da balança. Os outros colaboradores, aqueles que não referi, são miligramas que não pesam na avaliação, quanto mais na minha consciência perigosa.
Publicado por j.m às dezembro 14, 2006 12:16 AM
Comentários
Será que não és, às escondidas, o Reis-Sá?
Publicado por: LR às dezembro 15, 2006 11:41 PM